Instalação de IA de 24 MW com 2.000 servidores utiliza água do oceano para resfriamento passivo e energia eólica offshore.
Inovação Chinesa Subaquática
O “primeiro” data center subaquático (UDC) do mundo, movido a energia eólica offshore, começou a operar na China. Lançado em junho de 2025 e concluído em outubro do mesmo ano, o projeto atingiu sua operação comercial plena após testes iniciais bem-sucedidos.
Parceria Estratégica e Localização
Avaliado em US$ 226 milhões, o data center está situado na costa da Área Especial de Lingang, Xangai. Ele é fruto de uma colaboração entre o governo chinês, a HiCloud Technology e empresas de telecomunicações como a China Telecom.
Capacidade e Inovação no Resfriamento
- 2.000 Servidores: A instalação de 24 MW abriga quase 2.000 servidores, incluindo clusters de GPU.
- Cargas de Trabalho: Processará inteligência artificial, anotação de big data e infraestrutura 5G.
- Resfriamento Passivo: Diferente de data centers tradicionais, utiliza a água do mar como dissipador de calor passivo.
- Tecnologia: Servidores selados em módulos subaquáticos, a 35 metros de profundidade, para absorção contínua de calor.
O resfriamento é um desafio crítico para data centers de IA. O design subaquático, usando a água do mar como dissipador, minimiza significativamente as necessidades de energia para resfriamento.
Eficiência Energética Recorde
Com um PUE (Power Usage Effectiveness) abaixo de 1,15, este data center está entre os mais eficientes do mundo. Data centers tradicionais têm PUEs de 1,5 ou mais, gastando muito mais energia em resfriamento.
Sustentabilidade e Energia Renovável
- Integração de Renováveis: O projeto alinha-se à estratégia chinesa de integrar energia renovável na infraestrutura digital.
- Conexão Eólica: O data center é alimentado por parques eólicos offshore vizinhos.
- Desafio Global: Soluções inovadoras são cruciais para atender à crescente demanda de energia da IA.
Desafios e Soluções de Engenharia
- Grandes Desafios: Corrosão, vedação de pressão e manutenção são complexos em ambiente subaquático.
- Manutenção Complexa: A troca de hardware é mais difícil do que em data centers terrestres.
- Estratégias: O projeto utiliza designs modulares selados, monitoramento remoto e redundância para minimizar intervenções.
Precedentes e Lições Aprendidas
Este projeto se inspira em iniciativas como o Project Natick da Microsoft, que, embora descontinuado comercialmente, provou a viabilidade de data centers subaquáticos com menores taxas de falha de hardware.
Futuro da Infraestrutura de IA
A demanda por data centers eficientes impulsiona novas soluções, como os data centers flutuantes da Panthalassa, que utilizam energia das ondas e resfriamento oceânico.