Um ex-engenheiro da Samsung foi condenado a sete anos de prisão na Coreia do Sul por vazar segredos críticos de fabricação de chips para a fabricante chinesa CXMT. O acusado, identificado como “Jeon”, foi considerado culpado de violar a Lei de Proteção de Tecnologia Industrial da região.
Jeon roubou mais de 600 etapas detalhadas da fabricação de DRAM de 10nm, tecnologia considerada “tecnologia nacional central”. As informações vazadas causaram potenciais trilhões em perdas para a Coreia do Sul, dando à CXMT uma vantagem significativa no desenvolvimento de memória HBM2 de classe 10nm.
Em troca dos segredos, Jeon recebeu 2,9 bilhões de KRW (cerca de US$ 2 milhões), além de opções de ações e outros incentivos contratuais. A promotoria argumentou que a PI roubada contribuiu para o crescimento abrupto da CXMT, que saltou da fabricação de DRAM de 17nm em 2022 para 10nm em 2023.
Os custos de P&D da Samsung para DRAM de 10nm foram estimados em cerca de 1,6 trilhão de KRW (US$ 1,08 bilhão) ao longo de cinco anos. O vazamento de informações para a CXMT gerou não apenas a perda do investimento, mas também uma significativa perda de oportunidades de vendas, com clientes considerando alternativas chinesas.
A CXMT, apesar de estar na lista “Section 1260H” de empresas estrangeiras suspeitas de auxiliar o exército chinês, ainda não foi banida nos EUA. Empresas como HP, Asus e Dell estão considerando fornecedores chineses de memória devido à crescente escassez de componentes, já que os grandes fabricantes de DRAM estão focados em HBM para aceleradores de IA.