Após o anúncio do Unreal Engine 6, o CEO da Epic, Tim Sweeney, criticou a Valve por exigir que desenvolvedores divulguem o uso de IA em seus jogos. Ele argumenta que essa prática afeta negativamente a recepção dos jogos.
Sweeney defende que ferramentas de IA otimizam tarefas repetitivas e cansativas, como revisão de código e rigging de modelos 3D. Ele reconhece problemas passados com dados de treinamento, mas afirma que a indústria de IA está evoluindo para melhores práticas.
Sweeney enfatiza que a IA serve para “reduzir o trabalho pesado”, enquanto arquitetos de software e artistas mantêm o controle criativo. Ele critica a Valve por forçar desenvolvedores a anexar uma “carta escarlate de IA” aos seus produtos no Steam.
A IA pode ser uma ferramenta de produtividade ética, mas a Valve ainda exige a divulgação de conteúdo gerado por IA. Isso pode impactar negativamente avaliações e classificações.
A Game Oracle aponta que jogos com divulgação de IA generativa receberam 53% menos avaliações e são mais propensos a avaliações negativas. Outros fatores podem contribuir, como a substituição da criatividade e do processo de desenvolvimento por IA, resultando em “jogos de IA de baixa qualidade”.
Sweeney reitera que a IA é uma ferramenta de produtividade para conteúdo único. A advertência de IA no Steam, em teoria, não deveria influenciar a percepção do jogo.