O CEO da Nvidia, Jensen Huang, declarou que ficaria “profundamente alarmado” se um engenheiro, com salário anual de US$ 500.000, não consumisse US$ 250.000 em tokens de IA para realizar seu trabalho. Durante o podcast All-In, Huang, líder da empresa de IA mais valiosa do mundo, enfatizou a importância do uso massivo da inteligência artificial.
Huang compara a não utilização de ferramentas de IA por um engenheiro a um designer de chips que se recusa a usar CAD, optando por papel e lápis. Ele vê a IA como a “nova maquinaria” da revolução industrial, capaz de ampliar as capacidades intelectuais, assim como a maquinaria física impulsionou a revolução industrial.
O CEO da Nvidia prevê um futuro onde a programação se transforma: em vez de codificar, os engenheiros “escreverão ideias, arquiteturas e especificações”. Ele acredita que “cada engenheiro terá uma centena de agentes” de IA, focando na criatividade e inovação.
A visão de Huang não é isolada. Muitas empresas de tecnologia estão começando a oferecer acesso garantido a poder de inferência de IA como parte dos pacotes de remuneração, visando amplificar a produtividade dos funcionários em até 10 vezes ou mais.
Apesar do entusiasmo, a implementação da IA no ambiente corporativo enfrenta obstáculos. Relatos indicam que mais da metade dos CEOs ainda não veem benefícios claros da IA, e apenas 12% registram aumento de receita ou redução de custos. Incidentes como interrupções no Amazon Web Services relacionadas a “mudanças assistidas por Gen-AI” e a admissão da Microsoft de que a IA escreve até 30% de seu código, levantam questões sobre a maturidade e a confiabilidade da tecnologia.