O Exército dos EUA utilizou um “Sistema de Laser de Alta Energia Multiuso” para derrubar três drones suspeitos de operar para cartéis mexicanos na fronteira sul. A ação, coordenada pelo Comando Norte dos EUA (USNORTHCOM), ocorreu entre terça e quarta-feira.
O Major-General Curtis Taylor afirmou que os cartéis estão usando VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) para contrabando e espionagem de forças de segurança, e que a integração de contramedidas com sistemas a laser deixa claro que “vigilância hostil não será tolerada”.
Não é a primeira vez que armas a laser são usadas na defesa do espaço aéreo americano. Incidentes anteriores incluíram a derrubada de balões de festa e, em outra ocasião, um drone da própria Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.
Apesar dos desafios passados, o comando militar espera ter atingido os alvos corretos desta vez, mas se recusou a divulgar mais detalhes por motivos de segurança operacional.
A tecnologia laser para defesa não é exclusiva dos EUA. O Reino Unido planeja usar sua arma DragonFire em destróieres navais até 2027, e a China já desenvolveu um sistema portátil anti-drone a laser.
Apesar do custo inicial, a operação desses sistemas é significativamente mais barata que mísseis tradicionais (cerca de US$ 13 por disparo vs. milhares de dólares), tornando-os uma solução econômica para combater drones, como demonstrado no conflito na Ucrânia.