Após a divulgação das análises dos processadores Intel Core Ultra 7 270K Plus e Core Ultra 5 250K Plus, o Geekbench anunciou a invalidação de todos os resultados obtidos com essas CPUs. O motivo? O Geekbench é o único aplicativo não-gaming que atualmente suporta o Intel Binary Optimization Tool (iBOT), uma ferramenta que otimiza binários para arquiteturas Intel específicas.
Uma semana depois, o Geekbench publicou suas descobertas, revelando que o iBOT pode proporcionar um aumento de desempenho de até 30% em certas cargas de trabalho, atribuído a novas instruções vetorizadas.
Ao analisar o subteste HDR com o iBOT ativado, o Geekbench notou:
Para entender melhor, o Geekbench utilizou o Intel Software Development Emulator (SDE).
Comparando com o iBOT desativado (220 bilhões de instruções escalares e 1,25 bilhão vetorizadas), o iBOT ativado mostrou 84,6 bilhões escalares e 18,3 bilhões vetorizadas.
Essa mudança drástica para instruções vetorizadas (SIMD – Single Instruction, Multiple Data) é a chave para o ganho de desempenho, substituindo o pipeline linear de instruções escalares (SISD – Single Instruction, Single Data).
Apesar dos ganhos, o Geekbench expressou uma visão negativa sobre a otimização, pois ela se aplica a um número limitado de aplicações.
A ferramenta “mina a medição de desempenho típica, substituindo o código variado por binários totalmente otimizados e ajustados ao processador, medindo o pico em vez do desempenho usual”.
Apesar da ressalva do Geekbench, essa investigação revela o potencial do iBOT.
Instruções vetorizadas em arquiteturas de CPU modernas podem melhorar significativamente o desempenho com um impacto relativamente pequeno no consumo de energia. O exemplo do Zen 5 em cargas de trabalho AVX-512 como Y-Cruncher ilustra isso.
A capacidade da Intel de aplicar essa otimização no backend de binários comercializados abre portas para futuras inovações.