O professor Roberto Serrano, da Brown University, desconfiou de trapaça em um exame intermediário para casa. Em resposta, ele decidiu que o exame final seria presencial.
Geralmente, o Prof. Serrano, que leciona Economia do Bem-Estar e Teoria da Escolha Social, aplicava provas presenciais.
Devido a um tiroteio em massa no campus em dezembro, muitos alunos estavam apreensivos, levando-o a oferecer provas em casa.
A notícia dessa flexibilidade fez a turma saltar para 86 alunos, mais que o dobro dos 30 habituais.
O primeiro indício de problema surgiu com o exame intermediário para casa.
Historicamente, a média das notas ficava entre 65% e 80%. O professor inclusive considerou essa prova mais difícil que as anteriores.
Apesar da dificuldade, a turma alcançou uma média surpreendente de 96%.
Embora alguns pudessem argumentar sobre uma turma excepcional, o professor notou que as respostas eram “meio corretas, mas muito distantes e com um estilo muito convoluto”.
Serrano suspeitou de uso de IA, especialmente após testar as questões no ChatGPT e obter resultados semelhantes.
Diante das suspeitas, o professor enviou um e-mail à turma anunciando o final presencial.
Ele estabeleceu: se as notas do final fossem similares às do intermediário, ambas seriam válidas. Caso contrário, o intermediário seria anulado e o final teria um peso maior.
Os dados do final presencial confirmaram as suspeitas: a maioria da turma provavelmente usou IA no exame intermediário.
O Prof. Serrano levou o caso ao Comitê Permanente do Código Acadêmico da universidade, que só agiu após a história vir a público.
A universidade agora planeja revisar cada caso individualmente.
Serrano expressou sua preocupação: “Não podemos ter uma sociedade em que uma fração significativa das nossas melhores mentes jovens ache que trapacear é aceitável. Isso leva a uma sociedade em declínio, a uma sociedade falida… Não podemos escolher nos tornar idiotas.”