Fraude com IA em Provas: Professor Altera Formato e Revela Discrepância de Notas

A Decisão de um Professor da Brown University de Mudar Provas para Presenciais Expõe a Realidade do Desempenho Acadêmico.

A Suspeita Inicial

O professor Roberto Serrano, da Brown University, desconfiou de trapaça em um exame intermediário para casa. Em resposta, ele decidiu que o exame final seria presencial.

Os Números Chocantes

  • Dos 86 alunos, 18 desistiram após o anúncio da prova presencial.
  • Outros 9 faltaram ao exame final.
  • Dos 59 restantes, três tiraram zero.
  • Apenas dois alunos tiveram notas finais dentro de 10% das suas notas do intermediário, e apenas um melhorou.

Contexto da Mudança

Geralmente, o Prof. Serrano, que leciona Economia do Bem-Estar e Teoria da Escolha Social, aplicava provas presenciais.

Devido a um tiroteio em massa no campus em dezembro, muitos alunos estavam apreensivos, levando-o a oferecer provas em casa.

Crescimento Inesperado

A notícia dessa flexibilidade fez a turma saltar para 86 alunos, mais que o dobro dos 30 habituais.

Sinal de Alerta

O primeiro indício de problema surgiu com o exame intermediário para casa.

Historicamente, a média das notas ficava entre 65% e 80%. O professor inclusive considerou essa prova mais difícil que as anteriores.

Média Anormalmente Alta

Apesar da dificuldade, a turma alcançou uma média surpreendente de 96%.

Estilo Suspeito

Embora alguns pudessem argumentar sobre uma turma excepcional, o professor notou que as respostas eram “meio corretas, mas muito distantes e com um estilo muito convoluto”.

Confirmação por IA

Serrano suspeitou de uso de IA, especialmente após testar as questões no ChatGPT e obter resultados semelhantes.

Ação do Professor

Diante das suspeitas, o professor enviou um e-mail à turma anunciando o final presencial.

Ele estabeleceu: se as notas do final fossem similares às do intermediário, ambas seriam válidas. Caso contrário, o intermediário seria anulado e o final teria um peso maior.

A Realidade das Notas

Os dados do final presencial confirmaram as suspeitas: a maioria da turma provavelmente usou IA no exame intermediário.

Reação da Universidade

O Prof. Serrano levou o caso ao Comitê Permanente do Código Acadêmico da universidade, que só agiu após a história vir a público.

A universidade agora planeja revisar cada caso individualmente.

Preocupação com o Futuro

Serrano expressou sua preocupação: “Não podemos ter uma sociedade em que uma fração significativa das nossas melhores mentes jovens ache que trapacear é aceitável. Isso leva a uma sociedade em declínio, a uma sociedade falida… Não podemos escolher nos tornar idiotas.”

Baseado no artigo de Tom’s Hardware