Combate Gigante à Pirataria da Copa 2026
O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a apreensão de quase 400 domínios usados para transmitir ilegalmente jogos da Copa do Mundo FIFA 2026. A ação, nomeada “Operation Offsides”, é liderada pelo National Intellectual Property Rights Coordination Center e Homeland Security Investigations.
Escala Sem Precedentes
- O número de domínios derrubados é cerca de cinco vezes maior do que o registrado durante o torneio de 2022 no Catar.
- Autoridades alertam que esses streams podem expor usuários a malware e roubo de dados financeiros.
Jurisdição e Cooperação Internacional
- Com a Copa de 2026 sendo co-organizada por EUA, Canadá e México, as autoridades americanas têm maior jurisdição.
- A infraestrutura de streaming foi rastreada até servidores no Peru e Bulgária, com ações de apoio na Croácia, Romênia, Polônia e Colômbia.
- A FIFA, beIN Media Group, NBCUniversal e outras entidades colaboraram com informações.
Compromisso como País Sede
A. Tysen Duva, Procurador-Geral Adjunto da Divisão Criminal do Departamento de Justiça, afirmou que as apreensões refletem o dever do país “como nação anfitriã de proteger a Copa do Mundo FIFA de criminosos”.
Além das Apreensões: Ameaças Ocultas
- Apreensões de domínios são apenas uma parte da estratégia, que também visa os operadores e, em alguns casos, os próprios usuários.
- Análises mostram que 92% dos sites de streaming esportivo ilegal carregam algum tipo de conteúdo malicioso.
- Campanhas de malvertising, como uma de dezembro de 2024 que atingiu quase 1 milhão de dispositivos, usam redirecionadores para instalar ladrões de informação.
- Muitas vezes, basta um clique simples em um botão de play ou ‘desmutar’ para iniciar a cadeia de redirecionamento malicioso.
Operação Contínua
A “Operation Offsides” continua ativa, e o Departamento de Justiça seguirá investigando os responsáveis pelos sites apreendidos.