Uma patente recente da Intel revela uma arquitetura para centros de dados orbitais, projetados para gerenciar milhares de satélites em órbita baixa (LEO). O objetivo é transferir parte significativa do poder computacional e da coordenação das constelações de satélites, tradicionalmente realizados em terra, para o espaço.
A abordagem da Intel difere dos centros de dados de IA em órbita, como os propostos por SpaceX e Google. Enquanto estes últimos visam processar grandes cargas de trabalho de IA e enviar dados de volta à Terra, os centros da Intel são focados primariamente em servir a própria rede de satélites, atuando como hubs de computação e controle para as constelações LEO.
Constelações LEO massivas (ex: Starlink, Kuiper) exigem gerenciamento complexo de tráfego, comunicação e resposta a falhas. Atualmente, esse processamento é feito em solo, resultando em latência e maior dependência de estações terrestres. A solução da Intel mitiga esses problemas, transferindo as decisões sensíveis ao tempo para o espaço.
Embora a patente apresente um conceito promissor, a Intel não indicou que está ativamente construindo esses satélites. A proposta visa otimizar a infraestrutura espacial do futuro.