A comunidade de impressão 3D está em polvorosa! Louis Rossmann, conhecido ativista do “Direito de Reparar”, desafiou abertamente a Bambu Lab. Ele hospedou em seu GitHub (FULU Foundation) uma versão controversa do OrcaSlicer-BambuLab.
Este firmware prometia restaurar a conectividade direta com a nuvem, recurso que a Bambu Lab removeu, gerando críticas sobre o “fechamento” de seu ecossistema.
A Bambu Lab, com faturamento próximo a US$ 1 bilhão, ameaçou o desenvolvedor independente Pawel Jarczak com um aviso legal, levando-o a remover o projeto.
A Snapmaker demonstrou apoio significativo, doando um trocador de ferramentas Snapmaker U1 (compatível com Klipper open-source) para os trabalhos de Jarczak.
“Apoiamos criadores e desenvolvedores que contribuem para democratizar a arte da criação e impulsionar a impressão 3D”, afirmou Blayne Sapelli, Head de PR da Snapmaker.
A Bambu Lab justifica suas ações alegando preocupações com a vulnerabilidade estrutural e estabilidade de seus servidores em nuvem.
Em um comunicado, a empresa reiterou que o Bambu Studio é open-source (licença AGPL-3.0), permitindo modificações.
Contudo, a empresa enfatiza que “uma licença para o código não é um passe para nossa infraestrutura de nuvem”, acusando o fork de Jarczak de “fingir ser o cliente oficial” ao se comunicar com seus servidores.
A Bambu Lab sugere o uso dos modos LAN ou Desenvolvedor e incentiva a participação em seu “Programa de Recompensas por Bugs” para relatar vulnerabilidades.