Há 20 anos, a AMD selava um acordo histórico ao adquirir a empresa de chips gráficos ATI por US$ 5.4 bilhões. Uma jogada que, em retrospectiva, se revelou um divisor de águas para a gigante da tecnologia.
A fusão impulsionou o desenvolvimento contínuo e a inovação nas placas gráficas Radeon, estabelecendo um novo padrão de desempenho.
A integração da propriedade intelectual da Radeon com os núcleos de CPU da AMD deu origem às Unidades de Processamento Acelerado (APUs), uma arquitetura revolucionária que combina CPU e GPU no mesmo chip.
A expertise em APUs garantiu à AMD uma posição dominante no fornecimento de soluções para consoles de videogame, solidificando sua presença nesse lucrativo setor.
Em 24 de julho de 2006, os CEOs Hector Ruiz (AMD) e Dave Orton (ATI) anunciaram publicamente o acordo em Nova York. Ruiz declarou que a transação “reinventaria nossa indústria”, prometendo crescimento e inovação para todo o setor.
Nos anos seguintes à aquisição, a marca ATI gradualmente se integrou à AMD. GPUs como a ATI R600 foram renomeadas para a série Radeon HD 2900, embora algumas embalagens ainda exibissem a marca ATI durante a transição.
A jornada das APUs começou em 2011 com a linha AMD Fusion, culminando em produtos avançados como as séries Ryzen AI Max / Max+. Estes processadores oferecem gráficos integrados poderosos, capazes de competir com placas de vídeo dedicadas de alto desempenho.
A AMD solidificou sua presença no mercado de consoles e dispositivos portáteis, mas enfrenta novos desafios com a crescente atenção da Intel e o potencial da Nvidia nesse segmento.
Curiosamente, antes da ATI, a AMD explorou uma possível fusão com a Nvidia. No entanto, as negociações teriam sido interrompidas devido à exigência de Jensen Huang, CEO da Nvidia, de assumir a liderança da empresa combinada.