Lançado pela Microsoft em 2020, o DirectStorage visa transformar o carregamento de jogos no PC, explorando o potencial máximo dos SSDs NVMe com mínima intervenção da CPU. A versão 1.1 introduziu o suporte à descompressão de assets via GPU, um marco que prometia maior fluidez e mundos mais densos ao mover essa tarefa da CPU para a GPU.
Nos primeiros jogos a implementar a descompressão por GPU, como Ratchet & Clank: Rift Apart e Marvel’s Spider-Man 2, usuários de GPUs Nvidia da série RTX 30 e 40 reportaram problemas. Desativar o DirectStorage (voltando à descompressão por CPU) resultava em melhor desempenho, especialmente na estabilidade dos frametimes e nos 1% lows, indicando que essas GPUs lutavam para gerenciar a renderização e a descompressão simultaneamente.
Testes recentes com a nova arquitetura Blackwell, presente nas GPUs da série RTX 50 (desde a 5090 até a 5060), demonstram uma mudança significativa. Diferente das gerações anteriores, as placas Blackwell não apenas evitam a degradação de desempenho com a descompressão por GPU ativada, mas em muitos casos, mostram ganhos notáveis tanto na taxa média de quadros quanto nos 1% lows, mesmo sob alta carga da GPU.
Embora as GPUs de consumo Blackwell não pareçam ter um bloco de descompressão dedicado como suas contrapartes de datacenter, a explicação mais provável reside na adição de um Agendador Aprimorado, conhecido como Processador de Gerenciamento de IA (AMP). O AMP é um processador RISC-V dedicado, otimizado para o Windows Hardware-Accelerated GPU Scheduling (HAGS).
Essa arquitetura de agendamento mais inteligente e eficiente pode ser a chave para o desempenho superior das GPUs Blackwell, garantindo que a descompressão por GPU funcione como idealizado, proporcionando uma experiência de jogo mais fluida e imersiva.