A gigante da tecnologia Nvidia está novamente sob escrutínio legal. Uma nova ação coletiva, aprovada por um juiz federal dos EUA, acusa a empresa de ter ocultado mais de US$ 1 bilhão em receita gerada por GPUs de mineração de criptomoedas, camuflando-a como faturamento do segmento de jogos entre 2017 e 2018.
Esta não é a primeira vez que a Nvidia enfrenta questões sobre a transparência de suas receitas de criptomoedas. Em 2022, a empresa pagou uma multa de US$ 5,5 milhões à SEC por não ser clara sobre a escala da receita de seus produtos usados na mineração. Apesar disso, a Nvidia continuou a minimizar a demanda de GPUs para cripto.
A falta de provas documentais contábeis por parte da Nvidia foi crucial para o juiz Haywood S. Gilliam Jr. certificar esta nova ação coletiva em um tribunal federal da Califórnia.
A preocupação dos investidores reside nos perfis de risco. Naquela época, o mercado de jogos para PC era visto como uma fonte de receita estável e previsível para a Nvidia, ao contrário do volátil mercado de criptomoedas. Os demandantes argumentam que uma parcela significativa da receita de cripto foi canalizada através das vendas de GPUs de jogos e, portanto, registrada como receita do segmento de jogos.
Em novembro de 2018, a CFO da Nvidia, Colette Kress, admitiu que o estoque de placas de jogos estava demorando mais para escoar e os preços estavam em queda após uma “forte desaceleração das criptomoedas”. A revelação fez com que as ações da Nvidia caíssem quase 30% em apenas duas sessões de negociação.
Em resposta, um porta-voz da Nvidia declarou: “Os investidores que compraram Nvidia no período de 2017-2018 tiveram um desempenho incrivelmente bom, à medida que nossa estratégia corporativa se desenrolou como consistentemente previmos. Abordaremos a queixa no tribunal.”