A NEC, que já foi pioneira e uma das primeiras a desenvolver computadores quânticos nos anos 90, encerrou discretamente o desenvolvimento de hardware de computação quântica em março de 2026, conforme um relatório do Diamond Online.
Em 1999, pesquisadores da NEC demonstraram o primeiro qubit supercondutor de estado sólido do mundo, fundamental para a tecnologia usada hoje por empresas como Google e IBM. No entanto, a gigante japonesa concluiu que a comercialização de hardware quântico é um processo longo e de retorno incerto.
Após a decisão da NEC, muitos de seus pesquisadores, incluindo figuras-chave, migraram para a Fujitsu, que continua a investir pesadamente em hardware quântico supercondutor.
A NEC não considera a mudança uma saída total da computação quântica. A empresa continuará a investigar aplicações práticas, software, algoritmos e projetos de prova de conceito com clientes, evitando os altos custos e riscos da construção de processadores e sistemas quânticos.
A chegada de talentos da NEC fortalece a operação da Fujitsu. A empresa já lançou um computador quântico de 256 qubits e tem planos ambiciosos de desenvolver máquinas com mais de 1.000 qubits até 2026 e sistemas com mais de 10.000 qubits até 2030.
A decisão da NEC ecoa movimentos anteriores da empresa, como a gradual saída do negócio de semicondutores nos anos 90 e 2000, onde já foi líder global. A computação quântica, com seus altos investimentos e retorno distante, não se alinha ao foco atual da NEC em serviços de TI, defesa e IA.