Empresas Privadas Autorizadas a Lançar Ciberataques Ofensivos

Casa Branca permite “hack-back” para destruir dados e sistemas de organizações criminosas estrangeiras.

Nova Era na Ciberguerra: Empresas Privadas Entram em Ação

O Presidente Donald Trump assinou um memorando histórico em 12 de agosto, estabelecendo o primeiro programa dos EUA que permite a empresas privadas selecionadas conduzir operações cibernéticas ofensivas. Isso inclui ataques capazes de destruir dados e sistemas de organizações estrangeiras de crimes cibernéticos.

Regras e Restrições do Programa

  • As empresas participantes devem depositar pelo menos US$ 1 milhão em garantia, que será perdida em caso de violação das regras do programa.
  • Toda operação requer aprovação por escrito de oficiais do Departamento de Justiça (DOJ) e do Departamento de Segurança Interna (DHS).
  • A administração havia publicamente descartado essa política meses antes, com Thomas Lind afirmando: “Não estamos interessados em combater piratas com piratas.”

Tipos de Operações Autorizadas

  • Operações de Ciber-Vigilância: Acesso não autorizado a sistemas estrangeiros para coletar inteligência, permanecendo indetectado.
  • Operações de Ciber-Efeitos: Interrupção ou destruição de sistemas e dados neles contidos.

Gestão e Alvos

  • Um Centro de Coordenação Nacional gerencia o programa.
  • Diretrizes de implementação serão emitidas em até 60 dias.
  • Alvos qualificados incluem grupos criminosos estrangeiros, como equipes de ransomware baseadas na Rússia, que operam com tolerância estatal, mas não sob controle governamental formal.
  • Operações que possam causar perda de vidas ou ser consideradas um ataque armado sob a lei internacional não podem ser aprovadas pelo DOJ e DHS.

Implicações e Próximos Passos

Especialistas alertam sobre a classificação de “combatentes não uniformizados” para americanos envolvidos no exterior. O programa surge após suspeitas de ciberataques iranianos. O Congresso destinou US$ 1 bilhão para operações cibernéticas ofensivas, e empresas como o Google já indicaram interesse em participar de ações disruptivas.

Baseado no artigo de Tom’s Hardware