Pesquisadores da empresa israelense Dream revelaram o que descrevem como o primeiro ataque cibernético autônomo de ponta a ponta contra um governo. O alvo foi Taiwan, e os hackers, supostamente ligados à China, utilizaram ferramentas de Inteligência Artificial para orquestrar a invasão.
Os invasores montaram uma plataforma de hacking autônoma usando frameworks de agentes de IA de código aberto, como Hermes e OpenClaw. Essas ferramentas permitiram aos agentes:
A preocupação é que o kit de ferramentas usado é composto por sistemas facilmente disponíveis, não criados especificamente para ataques ofensivos, mostrando que qualquer desenvolvedor pode replicar o processo.
Embora a Dream não tenha atribuído o ataque a um grupo ou país específico, as comunicações internas dos operadores foram escritas em Chinês Simplificado, sugerindo uma alta probabilidade de ligação com a China. Os dados roubados estavam em Chinês Tradicional, roteiro usado em Taiwan.
Este incidente sublinha uma crescente preocupação na indústria de cibersegurança e IA sobre o potencial autônomo dos modelos de IA. Especialistas alertam que agentes de IA estão facilitando a automação de partes de ataques cibernéticos que antes exigiam operadores humanos qualificados.
O Chefe de Estratégia da Dream, Amir Becker, alertou que “todo governo deve agora assumir que está sob um ataque automatizado permanente”. Taiwan, que já enfrenta uma média de 2,6 milhões de ciberataques chineses por dia, é particularmente vulnerável.