Drones de vigilância K3 Scout, utilizados pela Marinha Real Britânica, continham componentes de câmeras chinesas que teriam transmitido dados secretamente para a China. A revelação, feita pelo The Telegraph, acendeu um alerta.
O Ministério da Defesa afirmou ter removido toda a conectividade de internet das câmeras após a descoberta da falha. Segundo o MoD, os dados transmitidos eram limitados, caracterizados como “comunicações de batimento cardíaco” para apenas verificar o status online do dispositivo.
Governos ocidentais têm trabalhado para minimizar a integração de tecnologia chinesa em infraestruturas sensíveis, uma preocupação que se intensificou após casos com empresas como Huawei e ZTE. A guerra na Ucrânia evidenciou ainda mais a criticidade de drones sem “portas traseiras” chinesas.
Mesmo fabricantes em Taiwan, um dos maiores rivais da China, admitem a dependência de componentes chineses para suas operações de drones.
Os drones da história foram adquiridos pela Kraken Technology Group, que assegurou a segurança dos componentes. No entanto, fontes classificaram a falha como um “grande revés”, levantando preocupações de que os drones pudessem ter espionado reuniões militares sensíveis, mesmo desligados.
Um porta-voz do MoD garantiu que os problemas foram identificados durante uma avaliação de cibersegurança de rotina, e que “não foi encontrada nenhuma evidência de acesso, comprometimento ou transmissão externa de dados ou sistemas do MoD”.