A crise de componentes se agrava, e nem mesmo as maiores empresas estão imunes. A Apple, em uma atitude inédita, aumentou ontem os preços de vários de seus produtos, afirmando não poder mais proteger seus clientes dos crescentes custos de memória e armazenamento.
O Financial Times relata que a Apple está tentando fazer lobby junto ao governo dos EUA para obter autorização oficial para comprar memória (mais barata) da CXMT, uma empresa chinesa.
A Apple procura a RAM da CXMT porque, ao contrário de Micron, Samsung e SK Hynix (que controlam 90% do DRAM mundial), a CXMT não tem incentivo para perseguir construções de IA.
Recentemente, módulos CXMT foram encontrados em memórias Corsair Vengeance DDR5, indicando sua entrada no mercado principal. OEMs como Dell e HP também estão adotando RAM de fabricação chinesa para sistemas regionais.
Altos funcionários dos EUA parecem inflexíveis contra a aprovação. John Moolenaar, presidente do comitê da Câmara sobre a China, alertou que “uma parceria da Apple com uma empresa militar chinesa seria um grave erro”.
A Apple perdeu US$ 265 bilhões em valor de mercado após anunciar os aumentos de preços. Tim Cook, em um movimento incomum, admitiu nunca ter visto algo assim em seus 40 anos de carreira.
Especialistas em segurança questionam a lógica de proteger minerais críticos e depois ceder na corrida de IA, que impulsiona a “RAMpocalypse”.