Dados de rastreamento orbital de código aberto revelaram que quatro satélites russos realizaram manobras intensivas para se aproximar de um satélite americano-finlandês, o ICEYE-36.
O ICEYE-36, operado pela ICEYE, fornece dados de reconhecimento cruciais para governos dos EUA e europeus, incluindo a Ucrânia, que o utiliza em sua defesa contra a agressão russa.
As manobras executadas são o primeiro passo para as Operações de Proximidade e Encontro (RPO), onde uma ou mais naves alteram sua trajetória para se aproximar de outra. Este tipo de movimento consome muito combustível e é incomum para satélites de observação, inteligência ou comunicação.
Embora as intenções russas sejam incertas, autoridades dos EUA suspeitam que alguns satélites russos estejam ligados a um programa de armas antissatélite.
Em 2022, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia alertou contra o uso de satélites comerciais para operações militares, sugerindo que a “infraestrutura quase-civil pode ser um alvo legítimo para um ataque de retaliação”.
A Rússia é conhecida por exibir suas capacidades sem entrar em combate direto, um comportamento comparado ao “chacoalhar de sabre” da Guerra Fria. Essa tática agora se estende ao espaço, com satélites militares russos realizando órbitas coplanares semelhantes às de satélites de reconhecimento dos EUA.
A Força Espacial dos EUA está inspecionando um satélite geoestacionário russo suspeito de ser parte de um sistema antissatélite. No entanto, o Tratado do Espaço Exterior de 1967 permite que todos os estados explorem e usem o espaço, desde que não causem “interferência prejudicial”, limitando a ação americana sem risco de confronto.