Um júri federal em Oakland, Califórnia, rejeitou por unanimidade todas as alegações no processo de Elon Musk contra a OpenAI, seu CEO Sam Altman, o co-fundador Greg Brockman e a Microsoft. O júri de nove membros considerou que Musk apresentou a ação tarde demais, com todas as reivindicações barradas pelo estatuto de limitações. As deliberações duraram menos de duas horas, e a Juíza Yvonne Gonzalez Rogers aceitou imediatamente o veredito.
A decisão do júri sobre a intempestividade da ação impediu que a questão principal sobre a violação da missão original da OpenAI fosse sequer analisada.
Os advogados da OpenAI argumentaram que Musk estava ciente da transição para fins lucrativos desde 2017 e até a havia incentivado, registrando sua própria empresa com esse objetivo. A Juíza Gonzalez Rogers destacou a solidez das evidências.
A equipe jurídica de Musk pode apelar, mas a juíza indicou que seria desafiador, pois a decisão se baseou em uma determinação factual. O veredito alivia a principal ameaça legal à reestruturação da OpenAI para uma corporação de benefício público com fins lucrativos.
A Microsoft, que investiu US$ 13 bilhões e foi co-réu, também foi absolvida pela mesma razão. William Savitt, advogado da OpenAI, descreveu o processo como uma “tentativa hipócrita de sabotar um concorrente”.
Musk, Altman e Brockman não estiveram presentes. O julgamento de três semanas incluiu depoimentos de bilionários e vasta documentação.