Vírus Chernobyl: O Ataque de 27 Anos que Poderia Destruir Seu PC

Relembre o CIH, o malware que riscava BIOS e discos rígidos de forma única e irreversível.

Aniversário do Ataque

Em 26 de abril de 1999, há 27 anos, o vírus CIH (também conhecido como Chernobyl), de apenas 1 KB, detonou sua carga em centenas de milhares de máquinas Windows 9x pelo mundo. Ele apagava discos rígidos e corrompia a BIOS das placas-mãe.

Origem e Impacto

Criado pelo estudante taiwanês Chen Ing-hau em 1998, o vírus infectou cerca de 60 milhões de computadores e causou um prejuízo estimado em US$ 40 milhões. Recebeu o apelido ‘Chernobyl’ porque sua data de ativação coincidiu com o aniversário do desastre nuclear de 1986.

Engenhosidade Oculta

Chernobyl era um ‘vírus preenchedor de espaço’, ocultando-se em executáveis. Em vez de aumentar o tamanho do arquivo, o CIH se dividia em lacunas não utilizadas, mantendo o tamanho original. Isso burlava verificações de antivírus da época.

Modo de Operação

Uma vez ativo, o CIH explorava vulnerabilidades para escalar privilégios, obtendo acesso de nível kernel (ring 0). Assim, ele conseguia infectar silenciosamente cada executável que o usuário abria. Funcionava apenas em Windows 95, 98 e ME; o Windows NT era imune.

Vias de Propagação

O CIH se espalhou globalmente por canais de software pirata, mas também por fontes comerciais legítimas. PCs IBM Aptiva e uma atualização de firmware da Yamaha foram distribuídos com o vírus. Cópias do Back Orifice 2000, distribuídas na DEF CON 7, também estavam infectadas.

Carga Destrutiva

Ao ser ativado, o CIH executava sua dupla carga. Primeiro, sobrescrevia o primeiro megabyte do disco de boot com zeros, destruindo a tabela de partições. Em seguida, tentava gravar dados inválidos no chip da BIOS, tornando a máquina incapaz de ligar sem a substituição do componente. Este ataque à BIOS afetava principalmente sistemas com chipsets Intel 430TX específicos e memória flash desprotegida.

Consequências Legais

Apesar da magnitude dos danos, promotores taiwaneses não puderam indiciar Chen, pois nenhuma vítima apresentou queixa, conforme exigido pela lei local na época. Chen alegou ter criado o vírus para desafiar fabricantes de antivírus. O incidente impulsionou Taiwan a aprovar novas leis contra crimes cibernéticos.

Baseado no artigo de Tom’s Hardware