Cientistas da Universidade de Leiden, na Holanda, alcançaram um feito notável ao imprimir em 3D robôs microscópicos capazes de se mover e navegar por conta própria, mesmo sem um “cérebro” ou controle externo.
A característica mais fascinante é como esses microrrobôs se impulsionam. Eles não possuem sensores, motores ou processadores. Em vez disso, seu movimento é ditado por:
“Descobrimos que há um feedback contínuo entre a forma e o movimento do robô: a forma influencia como ele se move, e seus movimentos, por sua vez, alteram sua forma”, explica a Prof. Daniela Kraft. “Isso significa que não precisamos de eletrônicos microscópicos para integrar habilidades inteligentes.”
Expostos a um campo elétrico, sua estrutura macia ganha vida. A flexibilidade permite que o robô “sinta” as mudanças no ambiente e reaja, como um organismo vivo.
O potencial desses minúsculos exploradores é vasto, especialmente na área médica:
Ainda há muito a ser compreendido sobre os mecanismos exatos de seu movimento e como otimizar suas capacidades, mas o caminho para a robótica microscópica autônoma está aberto.